
Mondego continua a registar grande escassez de lampreia
A população de lampreias reprodutoras no Mondego continua a diminuir e, este ano, o período de desova começou com um mês de janeiro «pouco famoso».
É preciso tomar medidas, alerta investigador, ao avançar com algumas razões que contribuem para a redução de população da espécie em Portugal, Espanha e França.
Os números disponibilizados apontam para 1.969 lampreias na passagem de peixe do açude-ponte de Coimbra em 2024, acima das 297 no ano de 2017 e das 717 em 2019, mas muito longe do número ideal para a sustentabilidade da espécie (superior a 10 mil).
Com os números baixos de 2024 esperava-se que este ano começasse melhor do que está a ser em termos de passagem de peixes em Coimbra, mas o mês de janeiro foi fraco (não foi possível apurar o número exato).
A lampreia, diga-se para contextualização, é uma espécie anádroma, reproduz-se em água doce, mas desenvolve a fase adulta no mar, voltando ao rio para a reprodução e consequente morte.
Tem um ciclo de vida de sete/oito anos. Nestes, quatro ou cinco anos são larvas, “escondidas” nas areias dos rios, antes de seguirem para o mar.
Feito o resumo, ainda que superficial, fica mais fácil acompanhar as preocupações de Pedro Raposo de Almeida, diretor do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) e professor da Universidade de Évora. Se há quem, em Coimbra, culpe as escadas de peixe do açude-ponte pela redução de lampreia, o investigador diz que «até ajudam».
Os problemas são de outra ordem e alguns de difícil solução, mas há medidas de mitigação a tomar.
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