
“Coimbra transforma-se todos os dias”
Depois de ter publicado sucessivamente três romances consagrados à África do Norte, planta agora o cenário desta nova ficção, O Prédio das andorinhas, 3000 Coimbra, na sua cidade natal. Regresso à “terra”?
Na verdade, trata-se sobretudo de um regresso à minha infância, às recordações que conservo do bairro onde vivi (na rua António José de Almeida, com a sua população de pequenos burgueses da época). Não foi a Coimbra cidade “alta” dos doutores e dos intelectuais que me forneceu a matéria deste livro, mas um humilde microcosmo, representativo do que em Portugal se designa ainda por “povo”, com a sua vitalidade, a sua verve, o seu bom senso. É um pequeno universo citadino que creio em vias de extinção e o despejo dos locatários d’O Prédio das Andorinhas pode servir de alegoria a este desaparecimento.
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