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Portugal e França investem 16ME em produção de aquacultura de corvina

O primeiro-ministro português e o Presidente francês presidem hoje à assinatura de um acordo que permitirá um investimento de 16 milhões de euros à ‘startup’ SEAentia, especializada na aquacultura de corvina, para a implementação de uma infraestrutura no porto de Peniche.

Em comunicado, o gabinete de comunicação da SEAentia esclarece que a assinatura do acordo decorrerá no seminário económico Portugal-França, que decorre no Palácio da Bolsa, no Porto, e será presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o Presidente francês, Emmanuel Macron.

Fundada em setembro de 2017 em Cantanhede, no distrito de Coimbra, a ‘startup’ portuguesa SEAentia é especializada na aquacultura de corvina.

O financiamento, proveniente da Indico Capital Partners e do programa Mar 2030, permitirá “reforçar a equipa” e impulsionar a “produção comercial de corvina de forma mais sustentável”.

Os 16 milhões de euros de investimento, que podem ser reforçados em "mais de oito milhões de euros”, permitirão também à ‘startup’ implementar “uma infraestrutura de grande escala no porto de Peniche”.

A infraestrutura permitirá “estabelecer a capacidade produtiva”, que estimam que alcance as “700 toneladas de produção anual de corvina”.

A 'startup' fundada por João Rito, Nuno Leite, John Jones e Sónia Rito, com o apoio inicial de Thierry Loustau e da empresa All the Way, visa “produzir corvina de alta qualidade”, através de métodos inovadores como sistemas de aquacultura de recirculação, garantindo o "ciclo produtivo constante e responsável", assim como "o bem-estar animal”.

Citado no comunicado, o presidente da SEAentia, João Rito, salienta que o investimento vai permitir “a primeira instalação do mundo de produção de corvina em sistema de aquacultura em recirculação, o que permitirá a satisfação da procura crescente e a exportação da espécie em grande escala”.

João Rito espera que a ‘startup’ comece a comercializar em 2028.

Também o presidente da Indico Capital Partners, Stephan de Morais, diz ser “inevitável que a maioria do peixe consumido no planeta venha a ser de aquacultura” e que, por isso, importa financiar projetos desta natureza.

“Temos que garantir que o futuro da aquacultura é sinónimo de qualidade e sustentabilidade”, refere.

Desde 2019, a Indico Capital Partners, uma sociedade gestora de fundos de capital de risco, investiu mais de 100 milhões de euros em 51 ‘startups’ e pequenas e médias empresas inovadoras na área da economia azul.

Fevereiro 28, 2025 . 10:03

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