
Gastronomia e vinhos podem fazer a região um “destino único”
“Coimbra, Região da Gastronomia” é uma iniciativa para valorizar o património gastronómico regional; é um compromisso com a identidade, a qualificação e a inovação», começou por afirmar Jorge Conde, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), na apresentação do projeto que contou com a presença de várias entidades e parceiros.
Gastronomia e os vinhos da região são «por si só um produto turístico», mas também são um «fator de atração e uma marca identitária» do território reconhecido pelo leitão da Bairrada, arroz do Baixo Mondego, pela chanfana, pelos queijos e enchidos e, claro, pelos vinhos, salientou Luís Paulo Costa, vice-presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra, na apresentação do projeto que decorreu na Casa do Bispo, no IPC.
«Lançamos o desafio de celebrar os sabores da nossa terra, de valorizar a nossa identidade e transformar a região de Coimbra num destino gastronómico e vínico de excelência», afirmou.
Numa vontade de unir esforços e fazer crescer o setor, o Politécnico de Coimbra e a CIM assinaram um protocolo de cooperação que pretende qualificar o setor, criar novas sinergias e iniciativas que vão percorrer a região de Coimbra.
Em 2024, a região de Coimbra foi eleita como Melhor Destino de Enoturismo do Mundo e, anteriormente, em 2021, foi escolhida como Região Europeia da Gastronomia, fatores estes que solidificaram o caminho até hoje, explicou Jorge Brito, secretário executivo da CIM de Coimbra, durante a sua intervenção.
O projeto, intitulado “Coimbra Região Gastronómica”, nasceu de uma candidatura do IPC e da CIM de Coimbra à Linha +Interior Turismo Portugal e conta com um investimento de cerca de 574 mil euros, financiado pela Turismo de Portugal (70%) e pela Comunidade Intermunicipal.
No plano, que se estende até 2026, está a criação de cartas gastronómicas, um guia gastronómico, qualificação dos eventos realizados nos 19 municípios dedicados à gastronomia, e ainda um Observatório Gastronómico que terá a sua “sede” no IPC.
Jorge Conde, presidente do IPC, afirmou que o Observatório «poderá ser um espaço fundamental na estruturação dos produtos e serviços gastronómicos, garantindo aos produtores e operadores a defesa do que produzem na criação de uma espécie de região DOC [Denominação de Origem Controlada]»