
Baixa de Coimbra ganha nova centralidade
«É uma obra excecional!». Palavras de José Queirós, de 76 anos, que ontem passeava na Avenida D. Sesnando Davides, inaugurada sábado. «Há 30 que penso nesta obra», adianta. «Há mais», acrescenta Nelson Gomes, de 78 anos, nascido nos Açores, mas desde os 10 morador na Baixa de Coimbra. Para os dois amigos, a nova artéria pedonal, que rasga o centro histórico ao meio, aproximando ao cidade ao rio, para dar passagem ao Metrobus, «só peca por tardia».
«Todo este património devia ser restaurado», defende José Queirós, antigo autarca de Santa Cruz, que lembra o exemplo de cidades europeias. «A Rua Direita, da Moeda e a Praça 8 de Maio eram o ponto de encontro», recorda. O amigo, que na escola ganhou a alcunha de almirante Nelson, refere as muitas tascas que ajudavam essa vivência, o «muito comércio» e os moradores que importa recuperar, como ingrediente do «grande impulso» que o centro histórico precisa.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante: