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Empatia na Critical dita sucesso da inclusão de pessoas com autismo

Dia Aberto na Critical Software deu a conhecer Programa de Neurodiversidade, cujo objetivo é integrar no mercado de trabalho pessoas com diferenças

“O mundo precisa de todos os tipos de mentes”, uma afirmação de Temple Gradin, uma das porta-vozes da comunidade com autismo, que deu o mote para a sessão de abertura do primeiro Dia Aberto que a Critical Software realizou ontem na sua sede e que recebeu um grupo de pessoas interessadas em conhecer o processo de recrutamento e seleção de pessoas com autismo, no âmbito do Programa de Neurodiversidade, que procura inserir profissionais com Perturbação do Espetro de Autismo (PEA) no mercado tecnológico.

Depois de Catarina Fonseca e Carlota Anahory falarem do que se faz na Critical Software e de como decorre o processo de recrutamento, seleção e integração dos candidatos, foi possível ouvir alguns dos testemunhos de profissionais da tecnológica que, nas suas equipas, trabalham com pessoas com autismo.

Liliana Cabeça realçou o facto de ter sido o colega que, com a sua atitude pró-ativa e empática, logo no primeiro contacto, a ajudou a quebrar o preconceito. Já Nuno Henriques Antunes, também gestor de Projeto, destacou «o contributo muito eficiente do colega que revela uma grande atenção ao detalhe ou a facilidade de reconhecer padrões».

Catarina Fonseca realçou a importância da empatia para trabalhar com estas pessoas, lembrando que «todos temos as nossas fragilidades», pelo que «a flexibilidade para entender o outro é fundamental para o sucesso deste programa de inclusão» que se insere na estratégia da Critical Software que está orientada para valorizar, tanto o mérito individual como o mérito coletivo».

Da parte de quem assistia, um dos presentes que confessou ser pai de uma jovem de 27 anos com autismo, quis saber como é que a Critical respondia às eventuais faltas de autonomia dessas pessoas, já que há diferentes graus de autismo. Catarina Fonseca explicou que, do grupo de 15 pessoas com esta condição trabalham na Critical, há realidades diferentes. «Uma dessas pessoas, por exemplo, é totalmente autónoma, mesmo na sua deslocação para o trabalho, embora haja outros com uma outra dificuldade mas que, em equipa e com o espírito de empatia que se procura criar internamente, se procura resolver». Liliana Cabeça vai mesmo mais longe, referindo que a componente afetiva é muito importante, corroborando a ideia do interlocutor que confessou que «um abraço faz muita diferença», lembrando que Temple Gradin inventou uma máquina de abraços «para se acalmar».

Também Carlota Anahory esclareceu que na Critical e no âmbito deste programa, «não se procura aplicar a teoria de que todos são iguais. «Aqui, todos são diferentes e, como tal, procuramos fazer as acomodações de acordo com o perfil de cada um, isto é, adaptar o espaço físico ou, se alguém é mais talentoso numa ou noutra missão, procura-se orientá-lo para tal e, finalmente, reforçar que a comunicação deve ser sempre clara, direta e, de preferência, por escrito».

Depois de esclarecidas algumas dúvidas, os presentes tiveram oportunidade de conversar informalmente e visitar os diferentes espaços da Critical Software para conhecer o «ambiente de trabalho».

 

Dia Mundial da Consciencialização do Autismo

Refira-se que esta semana, estão a decorrer “Dias Abertos”, na Critical Software. Depois de Coimbra,segue-se Viseu, Porto e Braga. Estes dias são uma forma destas empresas neuro-inclusivas celebrarem o Dia Mundial de Consciencialização do Autismo, que se assinala hoje. Desde 2021, este programa recebeu perto de 300 candidaturas, 50 candidatos autistas participaram na fase formativa de cinco semanas, tendo sido 30 deles efetivamente contratados por uma das empresas parceiras, com taxa de retenção de cerca de 85%. Quinze estão a trabalhar na Critical Software e os restantes 15 estão a trabalhar na Critical TechWorks e na Nos.

Em 2024, o Programa de Neurodiversidade recebeu a distinção da organização austríaca Zero Project, que seleciona projetos que se destacam pelo seu contributo para a inclusão de pessoas com deficiência ao nível da educação. , da empregabilidade, da participação política ou da vida independente. 

Abril 2, 2025 . 11:10

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