
ASAE na estrada para controlar segurança dos alimentos
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) desencadeou hoje, a nível nacional, uma operação que visou o controlo e a verificação das condições de higiene e segurança das mercadorias alimentares, nomeadamente azeite, carnes, pescado e produtos de panificação, ao mesmo tempo que pretendia detetar eventuais ilícitos relacionados com as mercadorias em trânsito como por exemplo a contrafação, com consequências diretas para o consumidor final.
Ao todo, foram 50 pontos de fiscalização simultânea, de norte a sul do país, ao longo de mais de três horas, todavia, em Coimbra, a atividade centrou-se junto da rotunda da Casa Municipal da Proteção Civil, no Vale das Flores, onde foram fiscalizados dezenas de viaturas.
«Tivemos uma particular atenção aos requisitos de temperatura às cadeias de frio, relativamente aos produtos congelados, refrigerados e ultracongelados, que têm de ser transportados a determinadas temperaturas para que a cadeia do frio não seja interrompida, o que é essencial para que não haja uma multiplicação dos microorganismos e consequentemente que os produtos não se deteriorem, nem se estraguem, de forma a chegarem ao seu destino em condições», explicou Helena Diogo.
A diretora da Unidade Regional do Centro da ASAE realçou, porém, que das viaturas fiscalizadas ao longo da ação da ASAE foram detetadas «falta de controlo metrológico e registador de temperatura». «Efetivamente, estavam a ser transportados produtos que carecem de sistema de frio, carecem de registador de temperatura e, posteriormente, levantamos o respetivo auto de contraordenação», frisou a responsável.
A operação levada a efeito pela ASAE teve a duração de cerca de 30 horas e contou com a «colaboração preciosa da PSP e da Guarda Nacional Republicana (GNR), adiantou Helena Diogo, diretora da Unidade Regional do Centro da ASAE. «Estas forças fizeram fiscalização, portanto unimos esforços, eles têm uma ação conjunta, nós tratamos da matéria da competência da ASAE e as outras forças policiais das competências deles», disse a operacional, informando que os carros de aluguer também foram fiscalizados, «mas teve a ver com as rotações do táxi para confirmar que o preço cobrado corresponde efetivamente àquilo que o táxi andou».