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Ministra diz que Governo tem de cumprir compromisso com projeto fotovoltaico em Condeixa

Maria da Graça Carvalho pediu aos investidores que, no futuro, encontrem localizações para os projetos que não impliquem o corte de árvores

A ministra do Ambiente afirmou hoje que há projetos que foram considerados “no passado” de interesse nacional e que o Estado tem de cumprir, referindo-se ao abate de sobreiros para construção de uma central fotovoltaica em Condeixa-a-Nova.

Em declarações aos jornalistas, Maria da Graça Carvalho salientou que, “como pessoa”, não gosta do abate de árvore nenhuma e pediu aos investidores que, no futuro, encontrem localizações para os projetos que não impliquem o corte de árvores.

A ministra afirmou que “há vários projetos que vêm do passado, que foram considerados projetos de interesse nacional, [relativamente aos quais] foram feitos investimentos privados e, portanto, o Estado português é um Estado de bem” e o Governo assumiu “todos os compromissos que estão em cima da mesa”.

“Agora, o que eu digo para os investidores futuros é que, por tudo, tentem encontrar localizações que não necessitem do abate de sobreiros, porque a quantidade de projetos e de autorizações para abate de sobreiros que nos chegam aqui ainda é considerável”, sublinhou.

A ministra considerou que “há muitos locais em Portugal onde não há sobreiros”, pelo que insta a “um esforço para encontrar as localizações mais adequadas também do ponto de vista ambiental”.

Graça Carvalho realçou que o Governo entende como prioritário “aumentar o número de árvores e de floresta no país”, pelo que lançou recentemente um pacto para a floresta em que se propôs “a aumentar substancialmente o número de árvores em Portugal, tanto na floresta como em espaço urbano”.

A ministra salientou ainda que existem critérios de um grupo de trabalho do Governo anterior que indicou em que condições o abate de árvores como os sobreiros pode ser feito.

Segundo a ministra, por cada árvore adulta abatida é exigido que se plantem cinco novas árvores e por cada árvore jovem três novas árvores.

“Portanto, tem de se fazer a contabilização, exigir essa compensação e fazer a fiscalização de que essa compensação é feita”, disse, salientando que “esse controle existe mesmo pelo Instituto de Conservação da Natureza e Floresta”.

Num despacho publicado no dia 11 de março no Diário da República (DR), assinado pela ministra do Ambiente e pelo secretário de Estado das Florestas, o Governo declarou de "imprescindível utilidade pública" a construção de três parques solares (Corteses, Quinta do Vale e São Fipo) numa propriedade denominada Quinta do Vale, situada na freguesia de Ega, concelho de Condeixa-a-Nova (distrito de Coimbra).

Referiu ainda que a empresa Anadia Green SA pretende instalar os três parques solares numa área de 12,31 hectares de terreno privado e que solicitou autorização para proceder ao abate de 1.070 sobreiros (970 sobreiros jovens e 100 sobreiros adultos), com a contrapartida de plantar cerca de 7.400 árvores da mesma espécie em Marvão, no distrito de Portalegre.

Abril 3, 2025 . 17:09

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