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Milhares em Nova Iorque contra “fascismo” de Trump e Musk

Protesto de hoje mobilizou um grande número de seniores que quiseram mostrar aos mais novos esperança num mundo melhor

Debaixo de chuva, numa marcha pacífica que partiu do Bryant Park até ao Madison Square Park, no centro de Manhattan, crianças aos ombros dos pais erguiam hoje cartazes como “devolvam o nosso futuro” ou “tirem as vossas mãos da nossa Educação”. O centro de Nova Iorque encheu-se com milhares de pessoas, desde crianças a idosos, em protesto contra a postura do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do seu aliado Elon Musk, a quem acusam de tentar implementar o “fascismo” no país. Poucas semanas antes deste protesto, Donald Trump assinou uma ordem executiva para "eliminar" o Departamento de Educação.

Mas mais do que jovens, o protesto de hoje mobilizou um grande número de idosos, que quiseram mostrar aos mais novos o seu apoio e esperança num futuro melhor. “Eu tive mesmo que vir. É tão importante estarmos aqui todos juntos. Estou mesmo muito preocupada com o futuro deste país. Mas há sempre esperança, desde que as pessoas se unam. E eu sinto que a maioria dos americanos não querem isto”, disse à Lusa Lowe, uma septuagenária residente em Brooklyn. Sobre Elon Musk, Lowe disse nem sequer entender o motivo do bilionário liderar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). “Nem sequer entendo como o Elon Musk integra este Governo. Acho que deveria ser ilegal até. Ele está a recolher dados privados das pessoas e a usar isso contra elas. Tudo para agradar a quem?”, questionou.

“Salvem a democracia”, “resistam ao fascismo”, “a América não tem reis”, “travem este ataque do DOGE”, “a América não é um negócio”, “fim a este fascismo, fim a esta ditadura” eram outras das frases que se podiam ler nos cartazes erguidos durante o protesto.

“Estou aqui hoje porque este Governo não respeita o Estado de direito. E o Elon Musk simplesmente tem de sair da administração”, afirmou à Lusa Barbara, outra nova-iorquina “na casa dos 70 anos”. Barbara veio ao protesto com a sua amiga Beth, que segurava um cartaz que dizia: “Estamos em 1929 ou em 1939? Ou ambos?”. Beth aproveitou para deixar uma mensagem aos portugueses e restantes estrangeiros ao redor do mundo: “Nós, americanos, não somos todos como Donald Trump, posso garantir isso”, disse à Lusa.

Os protestos foram convocados pelo MoveOn, um grupo progressista de defesa de políticas públicas, em conjunto com outras organizações, e a expectativa dos promotores é que sejam as maiores manifestações desde que Trump regressou ao poder. Além dos 1.200 protestos convocados em todos os estados norte-americanos, incluindo na capital federal, Washington DC, registaram-se manifestações igualmente em várias cidades de vários países, como Lisboa, Londres, Toronto, Toulouse, Lyon, entre outras.

Entre as reivindicações dos manifestantes estão o fim da demissão em massa de milhares de trabalhadores federais, a continuidade do apoio a pessoas transgénero ou o fim da deportação de imigrantes.

 

Abril 5, 2025 . 22:45

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