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Carta Educativa aprovada na AM divide bancadas
A revisão da Carta Educativa de Coimbra foi aprovada ontem na Assembleia Municipal (AM) por maioria, com o documento a merecer reparos da CDU e do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC), enquanto que o PS, que se absteve na votação, foi acusado pela vereadora com o pelouro da Educação, Ana Cortez Vaz (eleita pela coligação Juntos Somos Coimbra), de ter «deixado a Carta Educativa caducar em 2015 e nada ter feito para resolver a situação», momento que levou o socialista Ferreira da Silva a elencar algumas obras, de outra natureza, feitas pelos executivos do PS.
Graça Simões, do CpC, revelou que o documento apresentado denota a «falta de visão e de estratégia do executivo em termos educacionais», mostrando-se «insatisfeita com as notas de projeção apresentadas», nomeadamente pelo facto de o documento «não contemplar uma rede municipal de creches».
Luís Correia considerou a «educação um pilar fundamental» e a Carta Educativa «um instrumento determinante para o concelho». «A necessidade de rever este documento era importante para otimizar a oferta educativa», frisou o presidente da União das Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, aludindo para o mesmo não poder ser visto como «um documento estático».
Investimento de 116 milhões
Ana Cortez Vaz , na apresentação da revisão da Carta Educativa de Coimbra, frisou que o documento assenta em três pilares basilares: «uma política educativa de proximidade, na reabilitação dos edifícios escolares e na implementação de um planeamento estratégico».
A vereadora da Câmara de Coimbra referiu que o documento «não contempla o encerramento de quaisquer escolas, tal como estava previsto pelo anterior executivo», pelo contrário, «defende a progressiva dotação de melhores condições, olhando em particular para equipamentos escolares não modernizados ao longo dos anos».
O documento, segundo a responsável pela pasta da Educação, propõe a criação de creches e de novas escolas nas duas centralidades principais de crescimento demográfico e habitacional da cidade: na Portela e na Quinta das Nogueiras, com as valências de pré-escolar e do 1.º ciclo do Ensino Básico».
O diagnóstico feito para a elaboração do documento permitiu evidenciar prioridades, definir três fases de intervenção e planear investimentos que poderão ultrapassar 116 milhões até 2030, entre os quais a requalificação das Escolas Secundária José Falcão e da Básica Eugénio de Castro, assim como de importantes reabilitações nas escolas Secundária D. Dinis, D. Duarte e Básica Dr.ª Maria Alice Gouveia.